5 motivos para ser freelancer

Há um ditado popular que afirma que o trabalho dignifica o homem, ou seja, confere dignidade ao ser humano, sentido à sua vida.

Independente de concordar com isso ou não, o fato é que sem um ofício que nos dê os meios para sobrevivermos (dinheiro, em outras palavras), é muito difícil subir na vida. A melhor parte dessa história é que muitos de nós podemos escolher de que forma trabalhar e, para boa parte dos que tem esse privilégio, fazê-lo por conta própria é uma bênção.

Veja cinco bons motivos para ser um freelancer.

Ser seu próprio chefe

Entre os aspectos que causam incômodo no método de trabalho dito tradicional (ter de ir a um escritório, começar o turno em um determinado horário, almoçar em outro, ir embora até certo limite, etc.) é a hierarquia.

Ter de respeitar um organograma de trabalho pode ser encarado como um elemento limitador das capacidades de um trabalhador, pois torna o modo de produção pouco fluído, algo já deixado para trás com o avanço da tecnologia que temos à disposição hoje.

Ao ser um freelancer, o próprio profissional define sua rotina de trabalho e seus respectivos fluxos de entrega das tarefas. Isso, ao mesmo tempo que exige muita disciplina, tira todo e qualquer intermediário entre a demanda pelo serviço e a finalização do mesmo, tornando o trabalho mais ágil e assertivo.

Definir o quanto vai ganhar por mês

Ao ser funcionário de uma organização tradicional, o trabalhador recebe um salário definido de acordo com o cargo que ocupa, que por sua vez foi negociado com o sindicato de trabalhadores ao qual a profissão dele pertence. Ou seja, o profissional, que é quem executa o trabalho, é o único que não tem poder algum em definir quanto aquele trabalho vale.

Ao ser um freelancer, esse tipo de situação simplesmente não existe, porque quem vai dizer o quanto o contratante do serviço deve pagar ao profissional é o próprio profissional. Isso torna mais justa a relação entre o conhecimento e esforço empregados na produção de algo e quanto este algo deve custar.

A possibilidade de trabalhar de qualquer lugar

Ser freelancer significa fazer de qualquer espaço o seu escritório (Foto: Pixabay)

Existe uma diferença sutil, mas fundamental entre trabalhar em qualquer lugar e trabalhar de qualquer lugar.

Aquele que trabalha em qualquer lugar fornece sua mão-de-obra sem nenhum critério, emprestando indefinidamente seu maior bem, que é sua profissão, para qualquer organização disposta a contratá-lo. Isso precariza a profissão e distorce o valor do profissional.

Já quem trabalha de qualquer lugar, além de oferecer seu conhecimento e dedicação àqueles que tiverem oferecido a proposta mais adequada aos seus anseios profissionais, ainda pode fazê-lo do espaço físico que achar melhor: de casa, de um escritório compartilhado, da sede da empresa que o contrata, enfim.

Apesar de muitas empresas hoje serem flexíveis quanto a isso, as chances de levar uma rotina como essa aumentam consideravelmente se o profissional não tiver vínculo empregatício com ninguém especificamente, portanto, sendo freelancer.

Poder aperfeiçoar seus conhecimentos quando achar melhor

Quando trabalhamos no modelo tradicional, ou seja, cumprindo oito horas de expediente por dia, mais o tempo de deslocamento para ir e voltar do local de trabalho (que em algumas cidades pode somar até quatro horas diárias), limitamos nossas possibilidades de fazer algum curso, estudar ou aperfeiçoar nossas habilidades apenas aos finais de semana, quando temos mais tempo livre.

O problema é que quando o momento chega, estamos tão cansados do ritmo dos outros cinco dias úteis, que tendemos a não aproveitar plenamente as chances de melhorar nosso próprio currículo.

Sendo freelancer essa é uma outra barreira que cai, já que ao organizarmos nós mesmos a rotina de nossa produção, conseguimos delimitar melhor quanto tempo trabalharemos e quanto tempo teremos para o nosso futuro.

Usar diversas habilidades

Habilidade é a qualidade ou característica de quem é hábil. Ser hábil em algo é ter destreza naquilo, ou seja, saber fazer muito bem alguma coisa. Ambas as definições estão no dicionário.

Podemos tanto nascer com uma habilidade ou a adquirirmos, por meio do estudo e treinamento, ao longo da vida. O fato é que qualquer profissional da face da Terra é capaz de fazer muito bem mais do que uma atividade.

Alguém formado em Direito, por exemplo, será muito bom em interpretar as leis para defender seus clientes, mas também saberá aperfeiçoar as leis que já existem para que se adequem a uma nova necessidade da sociedade ou de algum grupo que seja representado por ele.

No primeiro caso, o advogado terá usado sua habilidade de interpretação de texto e de profundo conhecimento das leis em si, enquanto no segundo foi sua habilidade em entender as demandas e anseios das comunidades as quais faz parte que fez a diferença.

Este advogado pode executar ambas as habilidades em sua profissão, mas não necessariamente ao mesmo tempo, já que no modelo tradicional de produção os profissionais são contratados para fazer apenas uma atividade, empregando apenas parte de suas habilidades naquilo.

O freelancer não necessariamente terá a mesma vivência, uma vez que é ele quem definirá para quem trabalha, por quanto tempo, visando receber um determinado salário (que será maior ou menor, à medida da complexidade da atividade assumida), conseguindo empregar conhecimentos já acumulados ou em evolução conforme executa o serviço.

Portanto, ao ser dono se sua própria força de trabalho, o freelancer consegue usar várias das habilidades que possui, conforme os trabalhos que for conseguindo em sua trajetória.

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