Como escolher que faculdade fazer

Sempre que o final de um ano letivo se aproxima, acende na cabeça daqueles que sonham com uma vaga em uma instituição de ensino superior uma dúvida cruel: que faculdade devo fazer?

Apesar de ser um questionamento válido, já que é algo relacionado a uma iniciativa de longo prazo e, em alguns casos, determinante para o sucesso ou não de alguém, ele é um pouco vago, pois a resposta depende de uma série de variáveis e nem sempre será correta a primeira opção pensada.

Para amenizar um pouco essa pressão e tentar nortear o caminho, o Suba na Vida separou alguns tópicos fundamentais que podem ajudar no processo de escolha de sua futura profissão.

Teste Vocacional

Aplicado tradicionalmente por profissionais de Psicologia, o Teste Vocacional visa dar aos indecisos algumas opções de cursos que tenham a ver com a personalidade deles. Nele são medidas aptidões e habilidades da pessoa, que indicam inclinações maiores ou menores para exercer uma determinada profissão.

Hoje é possível encontrar Testes Vocacionais em centenas de sites de Internet, com questionários que variam entre 30 e 60 perguntas. Neles é perguntado sobre aspectos comportamentais em geral e, a partir de então, tem-se um resultado.

É válido pontuar, porém, que não há evidência que comprove a eficácia destes testes virtuais e nem se foram realmente desenvolvidos por Psicólogos ou profissionais de consultoria de carreiras.

Para se ter uma ideia mais clara sobre qual sua possível vocação e que profissão deva ter para segui-la, é mais fácil optar pelo caminho apontado no próximo tópico.

Reconhecer qual ciência você gosta mais

Já ouviu falar em Humanas, Exatas e Biológicas? Em caso positivo, qual foi sua reação imediata: fingir que sabia do que se tratava ou mudar de assunto porque, de fato, não tinha ideia do que estavam falando?

Antes de responder estas perguntas, nos responda: e Matemática, História e Biologia? Você já ouviu falar?

Aposto que essa última questão é mais fácil de responder! Elas são algumas das disciplinas que todos nós temos na escola e nos fazem entender com que área da ciência temos mais afinidade e propensão a nos realizarmos profissionalmente.

A Matemática e a Física, por exemplo, são ciências Exatas e mais bem assimiladas por pessoas com o raciocínio lógico apurado e interessadas por entender os fenômenos do universo, suas causas e consequências.

Já História e Português são ciências Humanas e quem se dá bem com elas tende a considerar uma carreira focada no relacionamento entre as pessoas, buscando compreender o humanismo, literalmente.

Agora aqueles que sentem uma atração irresistível à Biologia e, de certa forma, Química, pendem para o lado das ciências Biológicas e podem ter uma trajetória construída em cima do estudo da natureza, seus variados elementos e como eles influenciam no equilíbrio ambiental.

Antes, então, de sair clicando em qualquer Teste Vocacional ou se desesperar por não saber direito que profissão escolherá, reflita consigo mesmo e identifique qual ciência tem mais a ver com você.

Apesar da existência de testes vocacionais para escolher uma faculdade, um caminho mais seguro seria conhecer a si próprio Foto: FreeImages.com

Testes vocacionais podem apontar uma direção, mas conhecer a si mesmo é a melhor saída      Foto: FreeImages.com

E também seu ponto forte

Outro aspecto importante é saber qual seu ponto forte: fazer cálculos, se comunicar (pela escrita ou pela fala), montar coisas, fazer esportes, cuidar de animais?

Ao menos alguma dessas habilidades qualquer ser humano do mundo possui e acaba aperfeiçoando ao longo da vida. Elas têm a ver com a Teoria das Inteligências Múltiplas, concebida pelo psicólogo americano Howard Gardner.

Segundo ele, existem nove inteligências diferentes e uma pessoa pode ter mais do que uma delas desenvolvida: inteligência lógico-matemática, linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencial.

A combinação delas indica a atividade em que você pode sentir-se realizado exercendo, portanto, saber disso e de sua disciplina preferida no colégio são os pontos principais ao escolher uma faculdade.

Saber como é o mercado daquela profissão

Depois dessa viagem dentro de si mesmo, chega a parte prática do processo. Na verdade, mais teórica do que prática, mas essencial para quando for de fato prática.

De pouco adiantará você saber seu ponto forte e qual ciência gosta mais, se o mercado de trabalho daquela profissão for demasiadamente competitivo para a sua disposição de encarar as coisas.

Por exemplo: alguém que é fascinado por História e Português, e demonstra uma habilidade acima da média para a Redação, tem tudo o que é preciso para ser um Jornalista de sucesso.

Entretanto, desde que a obrigatoriedade do diploma de Jornalista foi abolida no Brasil, qualquer pessoa que demonstre essas mesmas habilidades do nosso exemplo pode exercer a profissão de Jornalista.

Isso infla o mercado e coloca muitos candidatos para as mesmas vagas (que, aliás, devido à tecnologia avançada, estão cada vez mais escassas), tornando a disputa por uma oportunidade uma corrida longa e cansativa.

Nem todos aqueles fascinados por História e Português, e bons em Redação, estão dispostos a enfrentar esse desafio e ele, inevitavelmente, fará parte do caminho de qualquer Jornalista.

Entender esse contexto previamente pode evitar que muitos se frustrem, por mais que tenham seguido seus gostos e habilidades ao determinar a faculdade que irão cursar.

Nunca deixar de buscar meios de entender sobre o assunto

Outra forma de compreender como é ser um profissional daquele curso que você pensa fazer é consultar pessoas já formadas e que atuam na área, para entender os desafios e dificuldades do cotidiano, e seus pais e amigos próximos, para trocar ideias, impressões e sensações.

Também é uma boa pedida ficar de olho aqui, no Suba na Vida, que tem a missão de trazer respostas a perguntas triviais daquele que almeja o progresso profissional e pessoal.

Se ficou alguma dúvida, escreva nos comentários e até a próxima!

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