Como se tornar um profissional do mercado financeiro

Os números – quaisquer deles – assustam quem não tem muita intimidade com as ciências exatas. Mas são os números – todos eles, acredite – que dão as cartas na Economia de qualquer nação.

A força de uma moeda é medida por meio dos números, a estabilidade de uma empresa – seja estatal ou privada – também. Saber interpretá-los não é das tarefas mais simples, mas também não é o fim do mundo.

Quem domina essa “arte” sabe bem, inclusive, como fica menos complicado subir na vida. Não porque os números, sozinhos, tenham alguma poder multiplicador (com o perdão do trocadilho). Mas porque representam tanto e são tão importantes, que são matéria-prima de uma das principais atividades do mercado “pai” de todos os outros mercados: o financeiro.

O que é o mercado financeiro

O mercado financeiro é, basicamente, o lugar onde empresas de capital aberto, ou seja, corporações que permitem a qualquer pessoa se tornar sócia de seu negócio por meio de participações acionárias, negociam estes papéis.

Já falamos aqui no Suba na Vida sobre isso e sabemos como é um ambiente onde a volatilidade, ou seja, a mudança constante de cenário, predonomina. Apenas esta característica já torna o mercado financeiro uma terra para poucos e bons.

Além disso, entretanto, é no mercado financeiro que sabemos o estado de saúde da Economia de um país. Apesar de o capital circular com base em especulações, são os investimentos feitos (e desfeitos) que medem a temperatura do mercado e indicam em qual patamar está o poder de compra de uma sociedade.

Quem atua no mercado financeiro

Na prática, qualquer pessoa, independente de sua profissão, pode trabalhar no mercado financeiro. Isso porque, basicamente, o trabalho de um analista (ou corretor de ações, como preferir), é encontrar o melhor investimento possível para quem quer colocar seu dinheiro nas empresas listadas lá.

Para fazer isso a perspicácia conta mais do que qualquer formação técnica ou acadêmica. Claro que quem tem mais facilidade para lidar com números, conforme pontuamos no início do texto, tende a ter mais sucesso, mas esta não é uma regra.

Alguém que entende muito de ciências Humanas pode, sim, ter uma carreira de sucesso no mercado financeiro, uma vez que ter capacidade de analisar qualitativamente o comportamento humano, conseguindo assim antecipar tendências, é uma competência muito valiosa para sugerir um investimento.

Informações a se perder de vista e números e mais números: essa é a rotina de um profissional do mercado de valores (Foto: Divulgação)

Informações a se perder de vista e números e mais números: essa é a rotina de um profissional do mercado financeiro (Foto: Divulgação)

Tomemos como exemplo o atual cenário econômico do Brasil, com a inflação e taxa de juros alta. As pessoas ficam mais receosas em fazer compras de bens muito caros e de necessidade menos urgente, justamente pelo medo de ficar endividado e não conseguir, no longo prazo, manter um padrão de vida considerado básico.

Logo, optarão por comprar bens não duráveis, ou seja, alimentos e itens de primeira necessidade (papel higiênico, por exemplo), em detrimento de gadgets eletrônicos (smartphones, tablets) e carros.

Portanto, é bom negócio investir em uma empresa como a Unilever, que vende esses produtos mais utilizados no dia a dia, essenciais para a sobrevivência, já que a tendência é que sejam mais procurados que os produtos de uma Samsung, por exemplo.

Como, então, se tornar um profissional do mercado financeiro

A despeito de poder atuar na área tendo qualquer formação, as chances aumentam consideravelmente para aqueles que estudaram Economia e Administração. Estes dois cursos, apesar de terem boa parte de seu conteúdo focado em Exatas, têm bastante repertório de Humanas, e oferecem a base ideal para quem quer entrar para tal universo.

A principal Bolsa de Valores do país, a BMF&Bovespa, por exemplo, deixa claro em suas oportunidades de emprego que o candidato procurado para preencher as vagas que aparecem precisa, de qualquer forma, entender e gostar de números e suas infindáveis combinações matemáticas.

Porém, o principal para se tornar um profissional do mercado financeiro é ter o prazer de acompanhar o mercado e seus movimentos. É necessário ler muito, estar sempre atualizado do que acontece em sua cidade, seu país e até no mundo,

Também é fundamental ter bom relacionamento interpessoal, para lidar com gente de todo o tipo de personalidade, principalmente os mais desconfiados, afinal, ninguém entra no mercado financeiro para fazer apostas sem sentido.

Indicar ações que resultam em perdas financeiras faz parte do jogo, mas certamente nenhum investidor reagirá de forma amigável se isso acontecer. Jogo de cintura, então, é pré-requisito.

Por fim, para ser membro deste seleto grupo, é mandatório ter raciocínio rápido e lógico. A subjetividade fica em segundo plano no mercado financeiro. Aliás, de preferência ela nem entra em questão.

Deduzir coisas e projetar cenários é permitido, claro. Mas a argumentação precisa, de qualquer forma, ser calcada em situações concretas. Opinar pode, evidentemente, mas com o cuidado de deixar de lado impressões pessoais, romantizadas ou até emocionais. A racionalidade é quem dá as cartas no mercado financeiro.

Dúvidas? Pergunte!

Sempre frisamos aqui no Suba na Vida que chegar longe só depende de você. Apesar de esperarmos ajudá-lo nessa trajetória, acreditamos que a força de vontade individual conta mais do que os esclarecimentos que buscamos dar.

Independente disso, caso tenha ficado alguma questão em aberto sobre o conteúdo, fique à vontade para escrevê-la nos comentários, no fim da página! Até a próxima!

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