Curso técnico do SENAI: como e porque fazer

Os cursos técnicos do SENAI (sigla que significa Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), representam um dos meios mais comuns e efetivos para ajudar alguém a entrar no mercado de trabalho no Brasil. Segundo dados do Relatório de Atividades da instituição, o ano de 2016, o mais marcado pela atual crise econômica pela qual o Brasil passa, registrou 21.919 matrículas nas mais de 40 opções de cursos, que abrangem 24 segmentos de atuação.

Para se tornar um aluno do SENAI é necessário o preenchimento de alguns requisitos, sendo que até o horário das aulas entra na conta. Isso porque o SENAI foi concebido para preparar jovens para trabalhar em diversas áreas tecnológicas do ramo industrial, configurando-se como uma oportunidade a eles de adquirir formação técnica profissionalizante de nível médio para atuar em um setor do mercado que atua de forma intermitente, ou seja, onde sempre há demanda por mão-de-obra.

A ideia, portanto, é ao mesmo tempo proporcionar ao aluno a qualificação em uma profissão, antes mesmo de ele cursar uma faculdade, e colocar à disposição de um dos motores da economia gente suficientemente preparada para mantê-lo rodando com qualidade.

Requisitos para conseguir uma vaga

O turno diurno dos cursos técnicos oferecidos pelo SENAI compreende os horários da manhã e tarde, sendo, na prática, um curso integral. Para conseguir uma vaga, o interessado deve ter concluído no mínimo a 1ª série do Ensino Médio (ou estar em vias de) ou ter sido encaminhado por uma empresa contribuinte do SENAI. Alunos de supletivo também têm chance, desde que comprovem ter concluído ao menos metade dele.

Após inscritos, são submetidos ao processo seletivo, que consiste em uma prova que avalia os conhecimentos dos candidatos em Português (gramática, literatura e interpretação de texto), Matemática (geometria e aritmética), Física, Química e Biologia. Aqueles que obtiverem os melhores desempenhos são aprovados, sendo que os candidatos encaminhados pelas empresas contribuintes têm preferência.

Já o turno da noite reserva uma particularidade: aquele que quiser uma vaga nos cursos do SENAI oferecidos no período noturno, precisa já ter concluído o Ensino Médio ou estar próximo do feito. Para entrar, o procedimento é igual aos demais (fazer uma prova e ter bom desempenho).

É importante frisar que o processo seletivo é uma forma de tornar o preenchimento das vagas o mais justo possível, uma vez que os cursos técnicos do SENAI são gratuitos.

Cursos oferecidos

Falamos acima da quantidade de segmentos da indústria que os cursos do SENAI abrangem, mas ainda não havíamos especificado quais deles seriam.

Alunos do curso técnico do SENAI: ao fim do Ensino Médio já têm uma profissão (Foto: Divulgação)

Segundo o Portal SENAI, site oficial do sistema, as áreas que contam com os cursos atualmente são: Alimentos e Bebidas; Automação da Manufatura (Intrumentação e Mecatrônica); Mecânica Automotiva; Construção Civil; Couros Calçados;  Educação (Tecnologia Educacional); Eletroeletrônica (Eletricidade e Eletrônica); Energia; Gestão (Técnico de Qualidade); Gráficas e Editorial; Logística (Técnico de Logística); Metalmecânica (Mecânica e Metalurgia); Minerais Não-Metálicos (Cerâmica); Petróleo e Gás; Plásticos; Química; Refrigeração e Climatização; Saúde e Segurança no Trabalho; Tecnologia da Informação; Têxtil e Vestuário e Transportes.

Boa parte dessas áreas conta com mais de um curso específico, o que torna o leque de opções bastante amplo e, de certa forma, feito sob medida às expectativas do aluno e das necessidades da própria indústria.

Importância de fazer o curso

Uma das maiores angústias do jovem que inicia sua carreira é a demora em, de fato, colocar a mão na massa. Ao sair formado em um curso técnico como o do SENAI, esta etapa é alcançada logo de saída pelo profissional, que já entra no mercado preparado para, justamente, executar tarefas práticas, que o fazem vivenciar o funcionamento da indústria ao qual estará inserido.

Além disso, ter essa experiência tão cedo o ajuda a escolher que caminho seguir na profissão, já que o “trabalho pesado” é que dá a real noção ao trabalhador sobre sua afinidade ou não com aquela área, guiando-o efetivamente para a posição que almeja dentro do segmento em que atua.

Os contras do curso

Por seu perfil, os cursos técnicos do SENAI acabam afastando jovens que buscam postos menos atrelados à produção física, característica de chão de fábrica. Quem sente-se mais atraído por áreas como Comunicação Social, Direito e até Medicina dificilmente enxergará nos cursos uma alternativa para suas carreiras.

Outro ponto negativo dos cursos é a preferência dada a indicados por empresas contribuintes ao SENAI nos processos seletivos. Isso diminui as chances de candidatos desempregados (ou empregados em empresas não-contribuintes), bem como daqueles oriundos de supletivos.

Essas regras acabam por segregar os alunos, criando privilegiados dentro de um sistema que foi desenhado para fazer justamente o contrário, ou seja, dar mais chances aos jovens.

Dúvidas ou sugestões: deixe seu comentário

Mais importante até do que escolher uma carreira, é questionar-se constantemente sobre sua vocação para aquela atividade ou se ela preenche aos seus anseios.

Se ficou com alguma dúvida sobre o conteúdo ou tem uma sugestão para nos fazer, fique à vontade para se expressar nos comentários ao final do texto!

Deixe sua mensagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *