O que é Kumon

Já pensou que bom seria se você, todo ano, não tivesse dificuldade para passar de ano, porque aprendeu uma técnica de aprendizado que te faz saber a matéria em todos os detalhes e arrebentar nas provas? Parece irreal? Pois bem, isso existe e se chama Kumon.

Não é um golpe de artes marciais, nem uma mágica, mas um método de ensino japonês, que consiste em treinar o aluno a ser um estudante autodidata, ou seja, tornar o aluno uma pessoa que vai atrás do conhecimento por contra própria, sem esperar incentivo ou necessidade.

Agora, sim, parece irreal

Concordo: um aluno, exceto aqueles de cursos avançados, de especialização ou voltados à pesquisa acadêmica, dificilmente iria, por conta própria, buscar aperfeiçoar seus conhecimentos sem estar com uma real necessidade ou sendo instruído por um tutor.

Porém, se formos analisar a longevidade e difusão do Kumon no mundo, vamos ter de engolir a seco nossas impressões.

Para começar, a técnica do Kumon surgiu em 1954, criado pelo professor Toru Kumon, que queria ajudar seu filho, com dificuldades em matemática na escola, a ter um melhor desempenho.

Quatro anos depois, em 1958, ele abriu a primeira franquia da instituição, em seu país-natal. Hoje ela já está presente em 44 países ao redor do globo, inclusive o Brasil.

Como tudo começou

O professor Kumon, conforme dito acima, desenvolveu a técnica para ajudar um de seus filhos em matemática.

Entretanto ele não teria tempo hábil para ensinar o filho e, então, desenvolveu um material didático auto-instrutivo, ou seja, que auxiliasse o jovem sem que ele precisasse de alguém por perto para entender as coisas.

Além disso, este material deveria ter os problemas resolvidos na medida em que o menino fosse evoluindo no aprendizado, respeitando o ritmo intelectual dele, não o que a escola determinava que fosse estudado.

Logo no começo dos estudos pela técnica, o jovem apresentou uma melhora tão significativa, que o pai decidiu implementar a rotina de estudos com outras disciplinas e conteúdos, mesmo os que não eram designados para a série que cursava.

Pouco tempo depois, o filho do professor Toru Kumon já se saía como um dos melhores alunos da escola, com extrema facilidade para fazer as provas, despertando o interesse dos pais de outros alunos para o que acontecia.

Dali em diante a família decidiu abrir a primeira escola e, posteriormente, espalhou o conceito nos quatro cantos do mundo.

Como é a técnica

A técnica consiste em induzir o aluno a buscar informações por conta própria, nas disciplinas focadas pela escola: matemática, português (no caso do Brasil), inglês ou japonês.

Com isso ele desenvolve autonomia e aprende a ter mais controle sobre suas ações, aperfeiçoando também o raciocínio lógico, concentração, agilidade mental, disciplina, responsabilidade e capacidade de executar tarefas por conta própria – a tal proatividade, tão aclamada nas empresas hoje em dia.

As lições do método Kumon não são estruturadas para ensinar o aluno a resolver o exercício, mas sim, para tirá-lo da zona de conforto e desenvolver seu próprio jeito de resolver aquele exercício, estimulando, inclusive, a criatividade.

Além disso, não há pressão para que o estudante evolua em suas lições para seguir um cronograma proposto pelo professor ou escola. Ele cresce de modo suave, isto é, quando acredita que realmente entendeu tudo e demonstra estar pronto para avançar.

Criado no Japão em 1954, o Kumon passou de técnica a escola em quatro anos Foto: Divulgação

Criado no Japão em 1954, o Kumon passou de técnica a escola em quatro anos                     Foto: Divulgação

Método de estudo

A despeito do conceito do Kumon e da história da escola, de não seguir regras preestabelecidas, há algumas etapas que o aluno precisa passar para absorver plenamente o que é ensinado.

Em primeiro lugar, o aluno deve retirar (por conta própria, claro) seu material didático na escola e passar a estudar sozinho, fazendo as lições iniciais propostas em casa.

Essas lições são corrigidas pelo orientador (modo como os professores são chamados lá) e ele aponta os erros do aluno, para que o mesmo corrija, até atingir 100 de pontuação.

Este processo de consulta e correção pode levar o tempo que for, já que é o próprio aluno que terá de perceber se aprendeu ou não, quando se consultar com o orientador e enquanto busca a nota 100.

Ao aperfeiçoar seus conhecimentos por si mesmo e conseguir os 100 pontos, o estudante é credenciado a seguir para o próximo conteúdo, e assim sucessivamente.

Quem pode ser um aluno do Kumon

O método Kumon em si pode ser adotado por estudantes de qualquer idade, mas tradicionalmente os alunos da técnica têm contato com ela ainda nos primeiros anos de idade escolar e podem ficar na escola até terminar o Ensino Médio e entrar na faculdade.

O Kumon tem turmas dedicadas à pré-escola, Ensino Fundamental 1 e 2, e Ensino Médio, sem ter a necessidade de o estudante frequentar a escola de maneira progressiva.

Isto quer dizer que um estudante pode começar a fazer Kumon quando já estiver na 3ª série do Ensino Fundamental 1, por exemplo, independente de ter estudado lá nas 1ª e 2ª séries.

Dúvidas? Pergunte!

O Kumon acaba sendo, portanto, uma escola procurada por pais que querem que os filhos tenham um reforço escolar ao que aprendem em suas séries originais, e já desenvolvam um senso de independência intelectual.

No entanto, isso não impede que aqueles que procuram apenas novas formas de ensino de ter a experiência com o Kumon. De acordo com o que dissemos no início, a escola existe há mais de meio século.

Caso tenha ficado alguma dúvida, use os comentários para fazê-la. É bom lembrar que você aprendeu com este texto que um dos caminhos para subir na vida é ter autonomia, que quer dizer também atitude!

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