Pós-graduação, mestrado, doutorado: qual escolher?

Depois de quatro, cinco, seis anos de graduação, finalmente é chegada a hora de ocupar as melhores vagas no mercado de trabalho: pelo menos é o que todo mundo pensa. E, infelizmente, não é a realidade. Para as melhores vagas mesmo, é preciso mais.

Para conseguir esse “mais” só há dois caminhos: ou mergulhar de cabeça na busca por uma oportunidade, sendo paciente com a demora para encontrar a vaga dos sonhos, ou estudar novamente.

Caso você opte pela segunda opção, saiba que cursos técnicos ou de atualização, geralmente mais curtos, não resolverão muito a sua vida. Mas se está disposto a ter alguns anos extras na sala de aula e subir mesmo de patamar, alternativas não faltam.

Pós-graduação

A pós-graduação tem sido o meio mais comum de os profissionais passarem a ser cotados às melhores oportunidades do mercado. Ela é um curso que dura, no mínimo, um ano e meio, e visa especializar os profissionais em alguma área, para ampliar suas opções de atuação no mercado ou até mudar de área.

Ao fazer uma pós-graduação o aluno passa a ter contato de forma mais aprofundada em algum aspecto da sua formação original, para que possa ser uma referência naquilo.

Existem, dentro deste universo, duas possibilidades de se pós-graduar: a pós-graduação lato sensu e a strictu sensu. Não se surpreenda com as nomenclaturas, elas são assim mesmo e vêm do latim.

A primeira – lato sensu -, visa dar ao profissional uma formação mais voltada ao mercado de trabalho, e oferece cursos de especialização e os MBA’s (do inglês Master Business Administration), focado na área de negócios.

Não que seja uma regra, mas o pós-graduando lato sensu geralmente é direcionado para trabalhar em posições estratégicas em empresas, agências ou ser um profissional liberal, em detrimento de postos como pesquisador, que segue carreira na academia.

Para estes é que os cursos strictu sensu são direcionados. O profissional que se torna pós-graduado nesta modalidade estrutura seus estudos para a pesquisa e desenvolvimento de teses, fundamentadas em teorias.

Neste caso, é comum que o profissional passe a se aperfeiçoar ininterruptamente, emendando um mestrado, doutorado e depois pós-doutorado à pós-graduação.

Por isso que, de antemão, para falarmos de qual deles devemos escolher, conforme questionamos no título deste artigo, precisamos entender do que se tratam todos.

Pós-graduação lato sensu, stricto sensu, mestrado, doutorado e até pós-doutorado: para onde ir? (Foto: Pixabay)

Pós-graduação lato sensu, stricto sensu, mestrado, doutorado e até pós-doutorado: para onde ir? (Foto: Pixabay)

Mestrado

Reforçando o que foi explicado no tópico anterior, o profissional que quer fazer mestrado precisa, necessariamente, procurar uma pós-graduação strictu sensu. Mas não apenas isso.

O curso precisa ser recomendado pela Capes, reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação, responsável pela fiscalização das instituições de ensino no país) e ter ao menos três, das sete estrelas, que medem o grau de qualidade do curso.

Essas estrelas, aliás, trazem também algumas peculiaridades. Cursos com ao menos cinco estrelas são considerados de alto padrão de qualidade, porém, para manter esse status, as universidades que os oferecem precisam também ter programas de doutorado em sua grade.

Já cursos com seis ou sete estrelas são aqueles incontestavelmente de alto padrão. Os de nota máxima principalmente, classificados pela Capes como de “desempenho claramente destacado”.

Caso tenha já se convencido de que é isso o que você quer para sua carreira, se prepare para uma trajetória dedicada às salas de aula e centros de pesquisa.

Ser professor universitário é uma das ocupações possíveis para quem faz um mestrado. O lado bom dessa história é que o salário costuma ser alto, mesmo para os que estão iniciando.

O ônus, por outro lado, é ter de provavelmente abandonar o emprego ou atividades profissionais às quais estava se envolvendo para focar-se plenamente no mestrado, uma vez que a carga de estudos e a exigência de uma boa performance são muito altas.

Doutorado

São tão altas, que abrir mão de tudo para se focar nos livros não é apenas algo para garantir que o tempo investido em um Mestrado valerá a pena, como uma preparação para o próximo passo, que é o Doutorado.

Aquele que o faz demonstra a si mesmo que quer ter o máximo conhecimento teórico e científico de um tema específico. Também deixa claro que seus dias de trabalho serão voltados ao ensino e à pesquisa.

O salário acompanha essa toada e aumenta consideravelmente – bem como a rotina de estudos, evidentemente. Também fica mais amplo o leque de opções profissionais: sendo Doutor, é possível pleitear oportunidades em universidades públicas.

Em ambos os casos, Doutorado e Mestrado, o profissional precisará desenvolver uma tese (dissertação) sobre algum aspecto inerente à sua formação original, que tenha sido objeto de pesquisa, para apresentar a uma banca examinadora.

Apenas após o aval destes profissionais, é que o título de Mestre ou Doutor é concedido ao estudante / profissional e, dali em diante, ele decide se continua a se especializar ou não.

É possível ir além?

Sim, é possível. O Doutor tem a possibilidade de dar um passo a mais, fazendo Pós-Doutorado. Consiste em, basicamente, se aprofundar ainda mais naquilo que escolheu pesquisar ainda na época de Mestrado.

Sendo o Brasil um país que pouco valoriza trabalhos acadêmicos, a diferença entre ser Doutor e Pós-Doutor tende a ser pequena, valendo mais o esforço para o caso daqueles que buscam o aperfeiçoamento mais pelo prazer, do que para aumentar os próprios ganhos.

Dúvidas? Pergunte!

Antes de tudo, lembre-se da máxima: para escolher qualquer um dos caminhos possíveis e destrinchados neste texto, é importante saber para que servem cada um deles e qual caminho é necessário percorrer para cursar cada um.

Isso é tão importante quanto ter ciência do que tais estudos irão acarretar em sua trajetória profissional. Se o seu objetivo de vida, por exemplo, é fazer carreira em alguma grande empresa, não é muito recomendável fazer um Mestrado.

Apesar disso, uma coisa não anula a outra, já que o mercado, volátil e democrático que é, pode sim abrir espaço para profissionais com currículo baseado em pesquisa acadêmica. O que vai decidir o destino de cada um, no final das contas, é o mesmo de sempre: a força de vontade.

Se tiver ficado com alguma dúvida acerca do conteúdo do texto ou tenha algum ponto que gostaria que tivéssemos explorado mais, escreva nos comentários!

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