O passo-a-passo para ingressar em um Colégio Militar

Colégio Militar. Só o nome já causa espanto naqueles menos propensos a seguir regras rígidas, em qualquer âmbito que seja. Mantidos pelo Exército, essas instituições de ensino prezam, sim, pela disciplina e têm métodos de ensino e avaliação mais rígidos que a maioria dos colégios por aí, contudo, entrar em um deles é tão difícil, que no final das contas o esforço pode ser bastante recompensador.

Para começar, só há duas maneiras de ser aceito em um Colégio Militar: passando por um processo seletivo com duas fases ou sendo dependente de alguém que sirva ao militarismo e esteja em alguma situação impeditiva de exercer suas funções plenamente, por diversos motivos (listaremos quais mais adiante).

Além disso, depois de passar pelas duas provas e tudo o mais, o candidato ainda precisa estar com a saúde em dia. De acordo com o Regulamento dos Colégios Militares, documento oficial do Exército brasileiro, de onde conseguimos as informações deste artigo, “todos os candidatos à matrícula serão submetidos à avaliação de saúde”, que segundo o documento, visa atestar se o potencial futuro aluno tem plenas condições físicas de participar das atividades no próprio Colégio e atividades extracurriculares.

Essa exigência, inclusive, apesar de parecer besteira, está alinhada a uma das metas do Colégio Militar, contida neste mesmo documento oficial citado acima. Ela diz que é da alçada da instituição “estimular o aluno ao hábito saudável da atividade física, buscando o desenvolvimento corporal e o preparo físico, incentivando-o à prática constante do esporte”.

Outras metas visam “permitir ao aluno desenvolver atitudes e incorporar valores familiares, sociais e patrióticos que lhe assegurem um futuro como cidadão, cônscio de seus deveres, direitos e responsabilidades, em qualquer campo profissional que venha a atuar” e “propiciar ao aluno a busca e a pesquisa continuada do conhecimento”. Bom, parece que são coisas que qualquer um de nós quer para o progresso profissional.

Caso já esteja começando a cogitar a possibilidade de entrar em um Colégio Militar (ou colocar seu filho nele), fique atento nas demais metas de ensino que regem a metodologia deles e em tudo o que é importante saber antes de qualquer coisa.

Metas gerais do ensino de um Colégio Militar

Além daquelas duas que mencionamos acima, desenvolver no aluno a visão crítica dos fenômenos políticos, econômicos, históricos, sociais e científico-tecnológicos, preparando-o a refletir e a compreender e não apenas para memorizar, uma vez que o discente deverá aprender para a vida e não mais, apenas, para fazer provas, capacitá-lo à obtenção de pré-requisitos, articulando o saber acadêmico, fundamentais ao prosseguimento dos estudos, em detrimento de conhecimentos supérfluos que se encerrem em si mesmos e despertar a vocação para a carreira militar.

Características das vagas disponibilizadas em Colégio Militar

As vagas são definidas em função da capacidade física e dos recursos humanos e materiais de cada Colégio Militar e destinam-se aos dependentes de militares de carreira do Exército e aos aprovados no processo seletivo.

O concurso de admissão será único e universal para cada nível de ensino e para cada Colégio Militar e para se inscrever nele, o candidato deve ser brasileiro, ter idade compatível para a matrícula, ter concluído ou estar cursando o ano que o habilita ao processo seletivo e não ter sido desligado de um Colégio Militar anteriormente por motivo disciplinar.

Processo seletivo

Conforme dito acima, é realizado uma vez por ano, sendo um específico para os que vão começar o 6º ano (antiga 5ª série) do Ensino Fundamental e outro para quem iniciará o Ensino Médio. Em cada concurso concorrem, em média, 22 mil candidatos.

O processo seletivo é composto por duas fases, sendo a primeira uma prova de matemática, com questões de múltipla escolha e a segunda, composta apenas pelos aprovados na primeira, uma prova de português, com questões de múltipla escolha e uma produção textual (redação). Os candidatos têm até três horas para terminar as provas.

Para 2016 foram abertas 442 vagas em Colégios Militares, sendo 402 para o Ensino Fundamental e apenas 40 para o Ensino Médio. Alguns Colégios, por exemplo, não terão oferta de vagas para o Ensino Médio para o próximo ano, casos dos Colégios Militares de Curitiba/PR, Campo Grande/MS, Fortaleza/CE, entre outros. A 1ª fase do concurso, inclusive já aconteceu, e a 2ª, em alguns lugares, acontece de outubro a dezembro.

Aliás, a propósito, existem 12 Colégios Militares no Brasil, nas cidades de Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Juiz de Fora/MG, Manaus/AM, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA e Santa Maria/RS.

Fachada do Colégio Militar de Brasília, um dos 12 que existem no Brasil Foto: Divulgação

Fachada do Colégio Militar de Brasília, um dos 12 que existem no Brasil Foto: Divulgação

Após a aprovação no processo seletivo

É considerado habilitado à matrícula o aluno oriundo do processo seletivo que estiver selecionado e classificado no limite de vagas fixado no edital, apresentar o histórico escolar de acordo com as exigências legais, além dos demais documentos estabelecidos no edital e comprovar, se maior de 18 anos, que sua situação perante a Justiça Eleitoral e o Serviço Militar está regularizada.

Independente do processo seletivo, está habilitado à matrícula o candidato que for órfão, filho de militar de carreira ou da reserva remunerada do Exército, ou dependente legal de militar de carreira do Exército, nos termos do Estatuto dos Militares.

Também estão habilitados aqueles cujo responsável teve de mudar de cidade devido ao trabalho, foi designado para uma missão no exterior com no mínimo um ano de duração, foi transferido para a reserva remunerada, separou-se ou divorciou-se e teve de mudar de residência ou tenha sido reformado por invalidez, nos termos do Estatuto dos Militares.

O candidato aprovado em processo seletivo que não se encaixar nessas especificações, ainda pode se matricular em um Colégio Militar, desde que seja dependente de oficiais da Marinha, da Aeronáutica, de Policiais Militares e Bombeiros e houver vagas no limite fixado no edital ou tenha alguma dependência de militares estrangeiros em serviço no Brasil, se houver reciprocidade no país de origem, quer dizer, caso o país-natal do responsável também tenha políticas de acolhimento a dependentes de brasileiros que reivindiquem uma vaga em um Colégio Militar estrangeiro.

Ficou alguma dúvida? Ou achou complicado de conseguir uma vaga? Escreva nos comentários!

Comentários
  1. DEBORA CRISTINA KNAPIK ASKEL
  2. Franciele Almeida
  3. [email protected]
  4. NATHANNA DE PAIVA LANGANO
    • adminsnv
  5. Aline Barbosa
    • adminsnv
  6. Albaneide Bento da Costa
  7. silvano romano
  8. wely Silva
  9. Antônia cleilma
  10. juazeiro ba 24/05/18.
  11. Alessandra
  12. Welder martins santos
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  14. Fatima
  15. Marilia Ferreira Evaristo
  16. Aldomira

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