Veja dicas de quem largou tudo para empreender!

Na vida profissional, não existe situação pior do que sentir que estamos nos dedicando a uma atividade que não nos dá satisfação e orgulho de pertencer a uma empresa ou organização. Por isso, trabalhar com aquilo que se tem vocação é um objetivo de muitos, que passam até boa parte de suas trajetórias sonhando com o momento de largar tudo e viver de sua paixão.

Entretanto, nem todos têm a coragem de tomar uma atitude a respeito e passam seus dias apenas cumprindo um protocolo, para receber seu dinheiro no final do mês e tocar a sua vida. A boa notícia disso, contudo, é que há aqueles que resolvem se arriscar e servem de inspiração para quem ainda não se sente apto a tal aventura.

Mônica Castro, de 38 anos, é uma dessas pessoas. Formada em Direito, ela tinha tudo o que precisava para construir uma carreira sólida e de respeito na profissão. Antes mesmo de terminar o curso, a ex-advogada passou no difícil exame da OAB logo na primeira tentativa e pôde começar a exercer a profissão ao lado de sua mãe, que possui um escritório.

De acordo com ela, porém, ter feito o curso nunca foi a sua real vontade e o caminho trilhado se deu apenas por uma questão de oportunidade. “O Direito eu fiz para trabalhar com a minha mãe, pois nunca imaginei fazer Direito. Não me arrependo de ter feito e acho que é bom ter uma formação em qualquer área que seja, no entanto, a minha paixão sempre foi o Turismo e a Gastronomia, e os dois andam juntos”, admite a empreendedora.

“Quando percebi que não estava mais interessada em fazer cursos ligados à advocacia, e sim cursos culinários, comecei a adoecer. Resolvi largar a advocacia”, completa, reforçando que chegou a ficar em depressão, quando se conscientizou que não estava seguindo a sua vocação.

Como iniciar

Dona da Confeitaria DG Festas & Eventos atualmente, Mônica revela que investiu R$ 15 mil para iniciar o seu negócio e que o apoio de seu marido na empreitada foi fundamental para que as coisas começassem a acontecer. Ela reconhece também que ter se qualificado antes de dar os primeiros passos teve papel decisivo para tomar a decisão final de mudar de vida.

“Sempre gostei de fazer pratos diversos, mas doces e bolos sempre foram a minha perdição. Em 2012 comecei a fazer cursos. O primeiro ensinava a fazer Brigadeiros Gourmet e, em 2013, fiz um curso de Confeitaria Básica”, enumera, ela que abriu a empresa em maio de 2014.

O incentivo de parentes e amigos acabou sendo outro fator preponderante nos primeiros meses de operação. A empreendedora relembra que seus primeiros clientes, todos com algum grau de proximidade, impulsionaram o negócio e fizeram a caminhada ser menos árdua no começo.

“Meu primeiro cliente foi meu primo, que encomendou brigadeiros gourmet e um bolo cenográfico para seu noivado, ainda em 2012, antes até de eu decidir viver da confeitaria. Posteriormente, já com a empresa funcionando, amigos e parentes foram me indicando uns aos outros”, diz.

Depois disso bastou o trabalho duro e a simpatia para continuar a curva ascendente do recém-criado negócio. “Para manter e fazer novos clientes tem que ter paciência e sorriso no rosto”, aconselha, com a sabedoria de quem viu seus sonhos saírem do papel e seu arrojo em reiniciar uma trajetória profissional ser recompensado.

Sem medo de arriscar: 34,5% brasileiros escolheram investir em suas ideias e empreender Foto: FreeImage.com

Sem medo de arriscar: 34,5% brasileiros escolheram investir em suas ideias e empreender Foto: FreeImage.com

Arriscar é a alma do negócio

Segundo a mais recente pesquisa da Global Entrepreneuship Monitor (GEM), 34,5% dos brasileiros entre 18 e 64 anos empreendem de alguma maneira, sejam como donos de suas empresas ou envolvidos diretamente em algo do gênero. Essa mesma pesquisa diz que o número de profissionais que tocam negócios próprios é o maior da série histórica da pesquisa, ou seja, nunca empreendeu-se tanto no país.

A facilitação para se abrir uma empresa no Brasil hoje pode ser um dos fatores que explicam estes resultados. Em 2009, o país adotou procedimentos menos rígidos para os empreendedores colocarem em prática suas ideias, com a criação do MEI, a possibilidade de formalização se tornando um Microempreendedor Individual. De lá para cá, 5 milhões já deixaram a informalidade por meio da iniciativa.

Mônica, inclusive, é uma dessas pessoas e sua microempresa, mesmo bastante jovem, já dá lucro. Apesar de não falar valores exatos, ela assegura que com um pouco mais de um ano em operação, conseguiu levantar um capital considerável. “Não demorei a ter lucro. Cada encomenda ou festa que eu faço, consigo tirar uma porcentagem para investir e não ficar no vermelho”, garante.

Aliás, a confiança de que tudo dará certo é um dos motores que impulsionam o empreendedorismo no Brasil. A pesquisa da GEM pontua que, além da ausência de medo do fracasso, o que faz os brasileiros investirem em um negócio próprio são o vislumbramento de uma boa oportunidade, a possibilidade de usar seus conhecimentos e habilidades em algo em que acreditam e o modo positivo de ver a vida.

Não pode desanimar

Essa também é a visão de Mônica, que listou 7 dicas para quem está pensando em entrar para o mesmo barco e se dedicar a algo que ame fazer:
1. Não ter medo de arriscar, é o principal;
2. Não desanimar por conta de comentários pessimistas;
3. Lembrar-se de que toda profissão tem o seu valor e merece respeito;
4. Estudar e pesquisar sobre aquilo que se faz, para aperfeiçoar processos e produtos;
5. Investir com calma, evitando ao máximo a ansiedade;
6. Se comunicar bem e sempre, para que saibam da existência do seu negócio e criar empatia;
7. Não desistir depois do primeiro tropeço.

Está preparado?

E agora, se sente seguro para seguir sua intuição e recomeçar do zero em uma atividade te dê prazer? Divida conosco seus pensamentos nos comentários!

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