O que é necessário para fazer um intercâmbio

O dólar está alto, mas a vontade de crescer profissionalmente, ou até como ser humano, nunca cessa. Fazer um intercâmbio para fora do país, então, nunca será um produto fora de moda, principalmente pelas possibilidades de aprendizado que isso implica.

Se antes os programas de intercâmbio eram procurados por estudantes, em especial do Ensino Médio (e bem afluentes), que queriam passar as férias trabalhando em algum sub-emprego lá fora, para aperfeiçoar o inglês e acumular experiência de vida, hoje eles já são sonho de consumo de profissionais formados e inseridos no mercado de trabalho.

Porém, conseguir a chance de passar um período estudando, trabalhando, ou ambos, em algum país de língua estrangeira, e voltar com um currículo ainda mais competitivo para cá, demanda algumas necessidades bem específicas.

Se você não liga para isso e quer dar mais um salto na vida, preste atenção no que temos para dizer!

Necessidade 1: Ter dinheiro (uma boa quantidade, de preferência)

É evidente que não é necessário ser milionário para morar fora por um tempo, mas também é claro que alguém sem uma reserva considerável nos cofres não consegue sequer chegar no aeroporto, já que uma passagem aérea para tão longe assim não é barata.

Neste cenário, portanto, o sujeito que quer mesmo partir para um intercâmbio precisa ter um bom dinheiro no bolso e a garantia de que, se precisar, terá de onde tirar mais.

Além da questão cambial, que faz com que precisemos desembolsar cerca de quatro vezes o valor da nossa moeda por cada dólar (americano, no caso, mas a situação não é muito diferente com outras moedas), há o custo de vida no país que for escolhido.

Afinal, você precisará comer, beber, vai querer passear, conhecer pontos turísticos, frequentar eventos culturais, enfim, aproveitar seu tempo livre no lugar para onde for. Tudo isso custa dinheiro e, acredite, se empolgar e querer gastar sem limites não é incomum.

Portanto, antes de mais nada, confira seu extrato bancário, sua poupança, seu cofre de porquinho (e de seus familiares) e se certifique de que há meios para financiar a aventura.

Necessidade 2: Ter pelo menos uma noção do idioma do país escolhido

Você sabe inglês? Pelo menos o básico, aquele que foi ensinado no Ensino Fundamental e Médio? Ou aquele das poucas aulas de inglês que fez, em escolas especializadas, ao longo de sua vida? Ou ainda aquele que aprendeu por osmose, assistindo seriado, filme, jogando videogame ou ouvindo música?

Pois bem, ele será primordial a partir do momento em que você decidir que irá mesmo fazer um intercâmbio. Inclusive, essa mesma lógica vale para o espanhol, caso queira vivenciar a experiência em algum país cuja língua nativa seja esta – mas o inglês é o idioma dito universal, portanto, ele é como um item básico.

Sem ter ao menos uma noção da língua falada no país que você pretende ir, não tem condição alguma do seu plano sair do papel.

Se duvida do que digo, fique sabendo que antes de fechar qualquer pacote com agência de intercâmbio ou algo que o valha, você será entrevistado pela embaixada do país que pretende ir, aqui no Brasil, para auferir seu nível de conhecimento do idioma que terá de falar diariamente.

Assim sendo, não tente bancar o esperto e querer cair de para-quedas em um país estrangeiro, imaginando que a sorte irá te guiar por lá, que não é bem assim.

Necessidade 3: Ter uma atividade para se dedicar garantida

Essa é uma outra coisa importantíssima, tanto quanto saber um pouco do idioma do país: é muito improvável que você consiga fazer um intercâmbio se não tiver uma atividade para se dedicar garantida no país que pretende ir.

Aliás, a autorização para permanecer nestes países só é concedida sob essa condição, ou seja, você só pode passar um tempo fora, fazendo intercâmbio, se for estudar, trabalhar, ou ambos ao mesmo tempo.

Não adianta querer sair daqui pensando que irá passar um, dois, três, quantos meses forem, apenas na vida mansa, porque não vai.

Países do hemisfério norte, como os Estados Unidos, são os destinos mais comuns dos intercambistas (Foto: FreeImages.com)

Países do hemisfério norte, como os Estados Unidos, são os destinos mais comuns dos intercambistas (Foto: FreeImages.com)

Necessidade 4: Ter um lugar para ficar

Ser morador de rua não deve ser uma condição boa de vida e, imaginamos, que não é essa a sua intenção ao fazer um intercâmbio. Por isso, ter um lugar para ficar lá é premissa básica para sair daqui.

Os lugares mais comuns são as casas de família e as moradias estudantis (caso você vá para estudar).

As casas de família são casas comuns, de cidadãos naturais do país que você for e residentes da cidade que escolher ficar, que abrem espaço em suas casas para recebê-lo, como se fosse um parente.

Nelas você vivencia a rotina da família, compartilha os espaços comuns e até participa da manutenção do lugar, dependendo de qual for o modus operandi deles. Portanto, pode ser, sim, que você tenha de limpar seu quarto, lavar a louça, cortar grama, essas coisas.

Já as moradias estudantis são espaços menos rígidos e com uma rotina mais democrática. Ocupadas por estudantes (obviamente), elas funcionam como repúblicas, com regras definidas pelos próprios moradores, que contam com o bom senso geral para que sejam cumpridas e a convivência harmoniosa.

Necessidade 5: Documentos atualizados e em bom estado

Aquele RG que você tirou quando tinha 12 anos de idade, cuja sua aparência é tão juvenil, que ninguém te reconhece, precisa ser urgentemente substituído pela 2ª via deste documento.

Não apenas pela questão da foto, mas também o estado físico e gráficos das informações contidas ali: elas serão primordiais para seus dias em terras estrangeiras. Pode parecer bobagem, mas provar que você é quem diz ser é importante fora do Brasil.

Além dele, será necessário tirar o passaporte e ter o visto. O primeiro é como se fosse um ingresso para um show: sem ele, sem chance. E o segundo comprova que suas intenções no intercâmbio são as melhores possíveis, que você é confiável e tem um objetivo em mente para entrar no país escolhido.

O visto, é bom dizer, é o documento mais importante e, por isso, difícil de conseguir, dependendo do país. Há inúmeras formas dele ser negado e frustrar todos os seus planos. Por isso, tenha muita atenção ao preencher e entregar toda a burocracia necessária para tê-lo.

Necessidade 6: Leve roupa de frio (é sério)

Por mais que saibamos que o verão também chega no hemisfério norte (destino de boa parte dos intercambistas) e que ele pode ser tão quente quanto no Brasil, a tendência é que, em algum momento, você seja surpreendido pelas temperaturas mais comuns lá fora: frias.

Precaução nunca é demais, então, invista em roupas de frio e leve-as daqui para lá, mesmo que isso signifique excesso de bagagem e taxas a mais a serem pagas. Em algum momento você ira precisar delas, acredite.

Necessidade 7: Dúvidas? Pergunte!

Evite chegar no país escolhido e se portar como se fosse um nativo, presumindo coisas e situações. Cada lugar tem suas particularidades e legislação, portanto, ter uma postura curiosa ou até um pouco insegura, pode ser bom.

Pergunte tudo o que não souber, a todo o momento. Pode ser que você não seja respondido com a mesma hospitalidade que temos no Brasil, mas é melhor do que passar algum aperto.

O mesmo vale para este artigo: ficou alguma dúvida sobre o conteúdo ou faltou especificarmos algo para responder o que é necessário para fazer um intercâmbio? Use os comentários no fim da página para nos dizer o que é!

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