A crise afeta o corretor de imóvel?

As notícias sobre a crise econômica no país e seus efeitos devastadores no mercado têm inundado os jornais desde o começo do ano, sendo que de forma mais efetiva nos últimos meses, depois que as agências de risco rebaixaram as notas de investimento do Brasil. Entretanto, há uma certa classe de trabalhadores que parece não ter sentido nada desse problema todo: os corretores de imóveis.

Em primeiro lugar, a sensação de terem passado ilesos do maremoto pode se explicar pelos diferentes meios que um profissional dessa área tem para exercer o seu papel. Além do jeito clássico de oferecer seus serviços, por meio de uma imobiliária física e contato constante com potenciais clientes, os corretores de imóveis agora têm à disposição a tecnologia.

Uma rápida busca na internet traz páginas e mais páginas de anúncios de imóveis, tanto para alugar, quanto para comprar, na cidade, interior ou praia, dos mais diversos sites e aplicativos especializados em intermediar negócios entre os corretores e os interessados em seus produtos.

Mas o que é que será que faz com que esse mercado, que não necessariamente fornece algo barato, mantenha-se tão em evidência, mesmo com o mundo desabando para boa parte dos brasileiros?

Motivo 1: Sempre há demanda

Dos bens que um ser humano precisa para sobreviver, ter um teto para chamar de seu talvez seja o principal junto com alimentação e vestuário. Não é à toa que um dos programas do governo que mais recebe a atenção nos últimos anos é aquele que oferece casas aos mais necessitados.

Sempre há e haverá quem queira ter uma casa, seja essa pessoa de baixa renda, logo, beneficiária pelo Minha Casa, Minha Vida, seja essa pessoa alguém que se casou e tem de procurar o próprio espaço, ou alguém de classe alta que quer um lugar maior para viver, etc.

Para se ter uma ideia disso que estamos falando, apenas em 2015 foram registradas 10.700 vendas de imóveis, entre janeiro e julho, na maior cidade do país, São Paulo. Os números são de uma pesquisa feita pela Secovi-SP, o sindicato responsável pelo setor imobiliário na capital paulista.

Este resultado é 8% maior que o do mesmo período em 2014, ano que já sofreu com alguns efeitos da retração econômica, agravada neste ano.

Motivo 2: O que importa é fazer negócio

Se há uma categoria do setor de serviços que sabe fazer negócio, essa é a dos corretores de imóveis. Praticamente todas as condições de pagamento e financiamento são aceitas por eles, bem como o oferecimento de diversos mimos e vantagens ao interessado para que se concretize o sonho da casa própria – ou alugada.

Há corretores que oferecem desde descontos camaradas no aluguel mensal (ou prestações), até aqueles que tiram a necessidade de um fiador, para convencer o cliente. Outros, mais costumeiramente aqueles responsáveis por imóveis novos, oferecem de garrafas de uísque a degustação de bolos gourmet para levar o cliente a um plantão de vendas e lá fazer o negócio.

Motivo 3: Abundância de propaganda

É impressionante como a indústria imobiliária investe em propaganda para atrair clientes. Os corretores de imóveis, responsáveis pela intermediação do negócio, saem ganhando com isso, evidentemente.

De canais de TV com programação dedicada exclusivamente à anúncios de imóveis a toda a sorte de veículos de imprensa, panfletos e estratégias de marketing ligeiramente desumanas, como os homens-placa, as incorporadoras e imobiliárias se fazem presente a todo o momento e em qualquer lugar.

Com uma enxurrada de influências externas assim, fica difícil para as pessoas resistirem à tentação de, ao menos, iniciar um relacionamento com um corretor de imóveis.

A profissão de corretor de imóveis pode não ser a mais desejada que existe: mas sempre é rentável Foto: FreeImages.com

A profissão de corretor de imóveis pode não ser a mais desejada que existe: mas sempre é rentável Foto: FreeImages.com

Motivo 4: Eles não dão ponto sem nó

Uma vez que você se convenceu de que precisa, pelo menos, conhecer um lançamento imobiliário ou trocar o aluguel atual por um novo, você se tornará mais um motivo de porque os corretores de imóveis não sentem os efeitos da crise.

A simples conversa informal que você tiver com um corretor de imóveis, em qualquer contexto que seja, te colocará na lista de um deles e, dali em diante, a não ser que você feche negócio ou seja raivoso com o profissional, ele não deixará de procurá-lo.

Essa estratégia, apesar de inconveniente, é eficaz, porque se algum dos lados cansar e ceder, este lado será o do cliente, não o do corretor de imóveis. Além do mais, há o motivo a seguir, que faz tudo isso girar.

Motivo 5: Investir em imóveis sempre traz lucro

Todos os motivos listados até agora não chegam aos pés deste motivo. Existem muitos corretores de imóveis bem sucedidos mesmo na crise porque investir em imóveis é uma boa saída em qualquer momento da vida de uma pessoa ou situação econômica de um país.

À medida em que há alguém querendo comprar um imóvel, haverá um corretor de imóveis pronto para ajudar.

Assim sendo, o ciclo nunca se fecha, para todos lados. É, de fato, uma relação de ganha-ganha: o investidor ganha por comprar um imóvel por um preço X e alugá-lo, garantindo uma renda mensal (ou vendê-lo depois, por um valor bem maior), e o corretor ganha sua comissão por ter feito o negócio (mesmo quando intermedeia um contrato de aluguel).

Ou seja, se você quer subir na vida, mas de modo mais rápido, ser corretor de imóveis é, sim, uma boa opção. Tanto quanto compartilhar este conteúdo e nos ajudar a ajudar mais pessoas como você!

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