O que é preciso para Abrir uma Loja no Shopping?

“Estou só olhando”. Que atire a primeira sacola de compras quem nunca deu essa desculpa para um vendedor de shopping. As motivações são variadas, desde estar realmente apenas olhando, até não estar muito afim de ouvir o papo do comerciante, que precisa que você compre algo para aumentar sua comissão no fim do mês (algo que a gente até sabe e, mesmo que entendamos o esforço do lojista, muitas vezes não gostamos da abordagem e vamos embora sem comprar nada, mesmo que pudéssemos).

Agora se coloque do outro lado do balcão. Você é o dono da loja do shopping e precisa simplesmente vender para manter o seu negócio. Contratou vendedores para ajudar-lhe na tarefa, gerando empregos. Está movimentando a economia do seu município, estado e país, estimulando o consumo tanto de seus clientes, quanto de seus funcionários, que usarão a comissão que recebem para, evidentemente, consumir.

Não que o dono de uma loja no shopping seja assim tão bonzinho. Mas vamos concordar: por meio dela ele pode subir na vida e ajudar outros a conseguir o mesmo. E é exatamente por isso que vamos neste post mostrar tudo o que é necessário para abrir uma loja para chamar de sua.

“Garantia” do uso do espaço

Existem no Brasil 561 shoppings centers, segundo da ABRASCE, Associações Brasileira de Shoppings Centers, órgão que atua para fortalecer os interesses do setor e defender os interesses de seus associados.

Para ter sua loja em um desses espaços (ou nos 16 que ainda devem abrir em 2017, de acordo com as estimativas do órgão), é necessário alugar o ponto comercial, ou seja, o local em que você irá operar.

É preciso ter um bom capital em mãos logo de saída, pois além do valor mensal que você terá de pagar à administradora do shopping para usar este ponto (detalhado no tópico a seguir), é preciso pagar luvas para começar a operar. As luvas são como uma garantia ao dono do espaço de que você pretende mesmo trabalhar ali. É um valor pago apenas uma vez, antes de qualquer outro procedimento burocrático ou financeiro.

O montante desembolsado pode variar de acordo com a localização do shopping e do próprio ponto de venda, bem como da expectativa de público que deve passar pela sua loja. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, o valor pode ir de R$ 400 mil a R$ 1 milhão.

Aluguel do espaço

Esqueça a ideia de que o aluguel de um ponto comercial segue a mesma lógica do aluguel de um imóvel, por exemplo, onde os custos se resumem ao aluguel em si e, para quem mora em prédio ou vila de casas, condomínio.

Existem 561 shoppings centers no Brasil, média de 21,5 para cada estado (Foto: Thinkstock)

Apesar de ambos estes custos constarem também no aluguel comercial em um shopping, há também a taxa do fundo de promoção, que é um valor definido pelos próprios lojistas e que serve para, literalmente, promover as lojas do shopping.

Sabe aqueles totens com cartazes anunciando alguma loja, localizados nos corredores dos shoppings? Então, aquilo é uma ação promocional, que serve para promover a loja, mostrar ao visitante que aquela loja existe ali.

A despeito da existência dessa despesa “extra”, ela não necessariamente tem um valor exorbitante. Custa cerca de 20% do valor do aluguel que você deve pagar que, por sua vez, já cobre os custos de água, luz, limpeza, administração e segurança.

Estoque

Depois de resolvidas as pendências físicas da loja, é chegada a hora de ter o que vender. Afinal, o que uma loja de shopping faz é isso, disponibiliza produtos aos consumidores.

Entretanto, é preciso que você, quando for um lojista, assegure que o que está na vitrine exposto, também está presente em seu estoque, guardado em algum lugar da loja. Aliás, muito importante: não use todo o espaço alugado do ponto comercial para colocar os produtos à venda. Reserve uma parte do seu “terreno” para armazenar os produtos, uma vez que não vai querer os repor enquanto seus funcionários os vendem.

Em primeiro lugar, porque isso demonstra que você é desorganizado e em segundo, pega mal aos seus clientes, pois a última coisa que um consumidor de shopping quer é sentir-se em uma feira. Inclusive, este é o grande pulo do gato de um shopping center: proporcionar ao visitante uma experiência agradável. Na teoria, o shopping é uma feira livre, mas na prática funciona como um lugar exclusivo, para qualquer um fazer suas comprar em paz, sendo tratado como um rei.

Funcionários

Por fim, a parte decisiva de uma loja de shopping, os funcionários. Sim, os vendedores que todos nós, enquanto consumidores, evitamos contato a todo o custo.

São seus vendedores os responsáveis por fazer os produtos que você expõe irem parar na sacola de seus clientes (e o dinheiro no seu bolso) então. procure contratar funcionários com traquejo para lidar com o público, pois é isso o que ele fará o tempo todo. Lembre-se: você já foi um cliente e nem sempre comprou algo. Agora, lidar com o vendedor aconteceu sempre.

Se conseguir profissionais com experiência em vendas, é o melhor dos mundos. Caso contrário, os treine antes de coloca-los na linha de frente, afinal, convencer pessoas que você nunca viu na vida a tirar dinheiro da carteira para comprar algo não é tarefa fácil.

Persistência

Como em qualquer iniciativa, é preciso tempo para os frutos começarem a surgir. E eles vão variar conforme vários aspectos, como a situação econômica do país e os hábitos de consumo das pessoas.

O importante é ter a consciência de que abrir uma loja no shopping é um investimento de longo prazo e que, por mais sedutores que os shoppings centers sejam, a linha entre uma compra e uma desculpa qualquer para não levar nada é muito tênue.

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