Como ganhar dinheiro investindo na Bolsa de Valores

Ficar rico sem trabalhar muito: eis o sonho de muita gente. Dentre os caminhos possíveis para isso, há quem diga que investir na Bolsa de Valores é um dos mais rentáveis, desde que se saiba os atalhos corretos e os segredos para fazer um bom negócio.

Até lá, porém, é necessária muita paciência e estudo para saber como funciona o mercado de capitais e quais as ações que se deve ou não investir. Preste atenção!

Como funciona a Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é o lugar onde empresas de capital aberto negociam fatias suas à participação societária, permitindo que qualquer pessoa que acredite no potencial dela de gerar lucro, torne-se alguém passível de dividir os montantes excedentes desta empresa.

Por exemplo: suponhamos que o Suba na Vida seja uma empresa que quer se expandir, contando com a ajuda de seus leitores. Para isso, ela abrirá mão de parte de sua porcentagem nos lucros que gera, para incentivar o público a injetar dinheiro nela.

Esse dinheiro investido pelo leitor significará que este terá direito a uma fatia dos lucros que o Suba na Vida gerar daquele momento em diante, além de ter poder de influenciar as decisões gerenciais que a cúpula diretora da empresa for tomar.

Com isso, o Suba na Vida teria capital para continuar se expandindo e oneraria menos os seus próprios ganhos com esse processo, garantindo maior segurança para suas finanças.

E o investidor, por sua vez, teria pleno interesse no sucesso da empreitada, pois com isso ele também ganha – e dependendo do contexto, ganha muito.

Quais os tipos de ação que existem

Vamos manter o exemplo da grande empresa Suba na Vida que demos no tópico anterior. Caso você, leitor, tenha decidido virar um sócio nosso e investir na empresa comprando ações, você tem três meios de fazer isso.

Ações ordinárias (ON)

A primeira possibilidade é comprar ações chamadas de ordinárias, que são conhecidas pela sigla ON. Elas dão ao acionista, além dos lucros e a possibilidade de votar em assembleia da direção da empresa, o direito, assegurado por lei, de receber 80% do valor investido em ações, no caso de uma eventual venda da empresa para outra empresa ou grupo.

Então, vamos imaginar que resolvemos vender o Suba na Vida e você, quando acreditou em nós, comprou R$ 10 mil em ações ordinárias (ON) nossas. Se neste momento de nossa história você ainda detiver essas ações, terá direito a receber R$ 8 mil de volta (além de parte do lucro dessa venda).

As ações ordinárias (ON), no entanto, não dão poder de veto a quem as detém. Isto é, enquanto o investidor pode votar nas assembleias da diretoria, ele não pode vetar decisões tomadas, o que limita um pouco o seu campo de ação.

Ações preferenciais (PN)

A segunda possibilidade são as ações preferenciais, que são mais conhecidas pela sigla PN. Elas concedem ao investidor menos benefícios que as ações ordinárias (ON). Na verdade, nenhum dos benefícios das ON são aplicáveis às PN.

Entretanto, a vantagem em ser um investidor detentor de ações PN é a possibilidade de injetar dinheiro a qualquer momento, já que empresas que emitem ações preferenciais podem fazê-lo sem a necessidade do aval do conselho diretivo.

Assim sendo, no exemplo da empresa Suba na Vida, o privilégio do investidor que decidir comprar ações preferenciais (PN) nossas é poder lucrar antes do investidor das ordinárias, já que, como o nome sugere, ele terá preferência no recebimento dos lucros que tivermos.

O lado negativo disso, porém, é ser um sócio “fajuto” da nossa empresa, pois você não terá influência alguma nas decisões que tomarmos (junto com o investidor de ON), ficando a mercê dos movimentos do mercado.

Na Bolsa de Valores existem três meios de se investir e apenas um objetivo: o lucro, não importa como Foto: FreeImages.com

Na Bolsa de Valores existem três meios de se investir e apenas um objetivo: o lucro                           Foto: FreeImages.com

Ações blue chips

As ações blue chips, terceira possibilidade de se tornar um investidor da Bolsa de Valores, oferecem ao acionista como principal vantagem a possibilidade de ter mais liberdade nos investimentos. E só.

Elas são conhecidas por ter maior liquidez, em comparação aos outros tipos de ação. Isso significa que elas são as mais procuradas do mercado, ou seja, são emitidas geralmente por grandes empresas, consolidadas, que costumam dar lucro sempre.

Portanto, se você é um investidor do Suba na Vida, que decidiu comprar blue chips, você o fez pensando apenas em curto prazo, pois sua ideia é vender essas ações o quanto antes, assim que dermos algum lucro.

De acordo com especialistas, as ações em blue chip são as mais comuns da Bolsa de Valores, pois garantem retorno e atraem investidores de todos os perfis – principalmente os conservadores.

Quanto é necessário para começar

Não há um valor específico para entrar no universo da Bolsa de Valores. Porém, obviamente, quanto mais você investe, maior a sua chance de lucrar.

O ideal seria ter em mãos uma quantia que esteja ao menos na casa do milhar: R$ 1 mil, R$ 2 mil, assim por diante. Isso porque investir na Bolsa de Valores é um negócio de risco, que não garante retorno e pode, ainda, dar prejuízo.

A primeira coisa que deve ter em mente alguém interessado em investir lá é saber que a iniciativa, para ser realmente vantajosa, precisa ser de longo prazo.

Não que não seja um caminho começar com muito pouco, mas certamente esta será uma via muito mais trabalhosa, já que a possibilidade de ganhos é maior quando se tem mais investido.

Qual o maior risco

O risco de investir na Bolsa de Valores é a empresa ter algum deslize em sua trajetória, seja por erros internos ou a volatilidade natural do mercado, e você perder dinheiro.

Ao injetar um valor em uma empresa, você está confiando nela, o que não garante nada, além de um incentivo ao crescimento dela.

Nem você, nem a empresa estão salvas de algum problema que possa atrapalhar o que foi planejado e, ao invés de ganhar, todo mundo sair perdendo.

No caso do Suba na Vida, o risco poderia ser ganharmos um concorrente muito forte e ele tirar nossos leitores, tornando-nos menos atraentes aos publicitários que procuram mídia para anunciar seus produtos e serviços, e aos investidores em si.

Se não conseguimos financiar nossas atividades do mesmo jeito de antes, dificilmente cresceremos e dificilmente você terá o seu lucro tão desejado. Neste cenário, pode acontecer de aquele dinheiro que você colocou em nossa empresa, ter se tornado um gasto apenas, sem sentido.

Quais as maiores vantagens

A vantagem é garantir uma renda extra ao que já se consegue com o trabalho normal (se você não for, de fato, querer viver só da Bolsa).

Outra vantagem é conhecer mais e melhor sobre os mercados financeiros, a moeda de seu país e tudo o que influencia no sucesso ou não de uma empresa – coisas valiosas até para a vida pessoal.

O investidor da Bolsa de Valores se torna, no longo prazo, uma pessoa com visão sistêmica das coisas, analisando os acontecimentos de forma ampla e interligada, pois ele sabe que a consequência de algo é fruto de várias causas, não apenas uma.

Dúvidas? Comente já!

O aprendizado que deve ficar contigo é que a primeira frase deste artigo simplesmente não existe. Não há a menor possibilidade de ficar rico trabalhando pouco.

Mesmo se você escolher investir na Bolsa de Valores e viver disso, pode ser que em alguns meses você ganhe muito e no seguinte, não ganhe nada ou até perca tudo. É uma aposta e, como toda aposta, não há garantias.

Além disso, para acompanhar e entender os motivos do sucesso ou não dos seus investimentos, é preciso ficar de olho no mundo ao seu redor, lendo o noticiário e estudando os meandros do mercado financeiro, já que dúvidas e incertezas são inevitáveis.

Inclusive, se ficou alguma sobre o assunto em questão, use os comentários para colocá-las em evidência. O Suba na Vida ainda não é uma empresa de capital aberto, mas quer contar com a sua participação!

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